E os tais finais?






O que o final de um livro significa?
O que significa um final?
Um ponto e todo aquele sonho se desfaz, como mágica. Mas de início, não foi a mesma mágica que te levou a ler?  O que na verdade quer dizer aquela última página? Não dá para acreditar que aquele personagem que você tanto amou, ou aquele país que você acabou de conhecer, acabe no último capítulo de um livro; que se desfaça todo um mundo de uma história incrível porque tem um maldito ponto preto e cruel na última folha. O que realmente significa o “viveram felizes para sempre”? Uma aliteração sem fim de um estado de espírito que não existe eternamente?
Será que para manter o leitor feliz e fiel tem que fazê-lo acreditar que a vida termina feliz?
Isso é mito! É um mito muito grande.
As pessoas gostam de histórias que terminam bem, quem não gosta? O mocinho casou com a mocinha e tiveram filhos e nunca brigaram. Sério? Quem acredita nisso? Todo mundo briga! A felicidade está em se reconciliar depois. A nossa vida não é sempre colorida, ela tem momentos escuros e nevoentos e até isso é maravilhoso.
Acho bacana quando os finais acabam bem. Mas acho incrível quando eles não acabam. Invés de me deixar pensando:
- Quando será que minha felicidade eterna vai chegar?
Ela me deixa pensando:
- Amanhã o dia nascerá melhor, mesmo depois de uma catástrofe.
Não é melhor quando pensamos assim? Realidade também pode ter gosto de magia.
Odeio finais. Isso é fato!
Tenho o costume de nunca ler a última página dos livros – E não me pergunte o motivo, apenas fui assim! Não gosto de despedidas, não sei como agir frente a elas. E olhe que já precisei me despedir um bocado na vida.
Final de livro me deixa nostálgica! Finais me deixam nostálgica!
E quando você está lendo aquela série... A série que você acompanha há muitos anos... Que cresceu com você, e uma hora ela simplesmente acaba e você fica ouvindo grilos o resto da sua vida porque o personagem era quase como se fosse seu irmão. E daí se ele viveu feliz e viu os filhos embarcar em paz em um trem? Eu quero saber sobre o seu trabalho, sobre sua vida amorosa, sobre os problemas do casamento. Eu quero saber o que o seu primeiro filho falou e como foi o primeiro dia depois do vilão morto. Do mesmo jeito que você quer saber como está seu irmão e quem ele namora.
Eu sei que despedidas faz parte da vida de qualquer um, principalmente de um leitor assíduo.
Mas a vida da gente é assim, não é? Você se acostuma com uma pessoa, com uma coisa, com uma cidade, com uma ideia, com um ano, com uma oportunidade e então elas se despedem e se vão.
Lógico que quero notícias, sou humana, tenho sentimentos! (Juro que tenho!)
Meu último ano foi cheio de despedidas... Literárias e reais. As literárias doem, mas a qualquer momento eu posso reviver as histórias. As reais, não!
Sinto falta dos amigos que conquistei arduamente e que por divergências de escolhas, não os tenho da mesma forma. Quando se é amigo, não se fica constrangido na presença do outro. Doce constrangimento, porque me escolhestes?
Amor é mel e é limão: Doce e azedo. Amo meus personagens e eles são lindos na minha lembrança porque eles terminam com um ponto final. Já as pessoas começam em um e jamais terminam dele.
Que venha mais um ano!
De personagens novos, de cidades e amores novos.
Mas que venha também mais um ano de despedidas... Fazer o que? Elas são inevitáveis! Então é melhor aceitar, e mais que isso, entender.
Sobrevivi anos à coisas que não gosto e continuo não gostando delas. Mas elas me fizeram quem sou hoje, e qualquer caminho que tenha me trazido até onde estou, é digno de aplausos.  

2@13... Segura as pontas que estou chegando! 


Resenha de "Lola e o garoto da porta ao lado" (Stephanie Perkins)





"Fofo e divertido"

Sinopse:


A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado. (SKOOB)
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É indiscutível o quanto gosto da escrita dessa autora. O quanto ela cria bem seus personagens.O quanto eles são reais e com defeitos. Adoro isso!!! Mas já vou confessando... Esse livro não chega nem perto de Anna e o beijo Francês. 

Lola é uma adolescente corajosa- por assim dizer. Ela anda com perucas, polainas, capas de chuva (quando não esta chovendo). Ela desenha suas roupas e recria roupas que já tem. É uma designer talentosa. 
Mora com seus pais homossexuais, em um bairro homossexual de São Francisco, e gosto do fato da autora não ter tornado isso um drama pessoal. Até porque homossexualismo não é doença e não é preciso um drama. Os pais de Lola são maravilhosos!! 

Ela namora um cara mas velho com tatuagens e que toca em uma banda, isso tudo é motivo para superproteção dos pais. Ela e Max se dão super bem. Ela tem uma melhor amiga incrível e trabalha no cinema da cidade, no mesmo lugar onde trabalha Anna (Sim, é a Anna de Anna e o beijo Francês). Adorei rever Anna e Etienne nesse livro, dessa vez como coadjuvantes. Sua vida está bem, ela esta preparando o vestido de Maria Antonieta para usar no baile da escola e anda bem feliz. Isso até seus vizinhos voltarem a morar na casa ao lado: Calliope e Cricket. 

Existe toda uma história no passado deles, e Lola corre de todas elas. Mas estar próximo aos irmãos vai fazer a garota repensar suas escolhas e sua própria vida. 

O que tenho a dizer sobre os protagonistas? 
Primeiro: Lola é o maior barato! Me identifiquei muito com ela porque gosto de usar coisas inusitadas, e as vezes as pessoas mangam de mim por isso; mas isso nunca foi o suficiente para me fazer desistir de usar o que quero. É genético! Minha mãe é igualzinha. 
Segundo: Cricket é muito, mega fofo! Ele consegue ser mais fofo que Etienne... Como isso pode ser possível? Eu não sei! Ele é nerd, usa calças curtas com as meias aparecendo, é um promissor engenheiro e é alto... Muito alto!
Terceiro: Os coadjuvantes são muito bons. Tanto os pais de Lola, como a família de Cricket e até a mãe biológica dela. 

A escrita de Perkins continua maravilhosa! Você consegue se envolver com a história e tem vontade de colocar Cricket no colo quando ele olha para Lola daquele jeitinho... Daquele que só ele sabe fazer. 

Lola passa por uns problemas de reconhecimento próprio em alguns momentos do livro. Ela se vê confusa e logo depois consegue parecer descolada. É uma das melhores características dela.

Um ponto positivo é que a autora não concluiu "bonitinho" a história de todos os personagens, deixando aquela sensação de que a vida nem sempre precisa de uma conclusão legal... Na verdade, ela não DEVE ter sempre conclusões legais. É chato!

Então se o livro é tão bom, porque ele nem se aproxima de Anna e o beijo Francês? 
Acredito que seja apenas uma questão de afinidade com o enredo. Em Lola você se concentra no bairro de Castro em São Francisco. Em Anna você conhece Paris. É Paris gente! O lugar onde a maioria das garotas sonha em ter um romance. 

Mas o livro é muito fofo! Fiquei rindo feito uma boba nas últimas páginas dele. E quando acabei comecei a me sentir muito segura de mim mesma. Do modo como me visto. 
Acredito que essa coisa de moda é pura furada! (Não joguem pedras em mim!) Acho que cada pessoa usa o que tem vontade de usar, e dane-se o mundo! Como diz Lola: "Não acredito em moda. Acredito em figurino. A vida é curta demais para sermos a mesma pessoa todos os dias." 


Quote:

"— Então, você acredita em segunda chance? — Mordo o lábio.
 — Segunda, terceira, quarta. O que for preciso. Por mais tempo que leve. Se   for a pessoa certa — ele acrescenta.
 — Se essa pessoa for... a Lola?
 Dessa vez, ele retém meu olhar.
 — Só se a outra pessoa for o Cricket."




Os melhores de 2012



E ai gente, como foi o natal de vocês? 
E onde será a virada do ano? 
Estou programando ainda o que fazer com meus últimos minutos de 2012; até lá, fiz um vídeo para vocês falando sobre as melhores leituras que fiz esse ano. 
Vamos conferir?



Resenhas dos livros citados:


E qual foi a melhor leitura do ano para vocês? 

Informação:

Gente, o blog estará com um projeto em 2013. O tema será os Beatles. Assim que o ano virar eu começo a comentar sobre o projeto e vou colocando as postagens relacionadas. Então estou pesquisando com meus leitores, qual a música da banda que mais gostam. Quem quiser, e puder, pode deixar no comentário aqui embaixo. 

As Vantagens de ser invisível


Novamente, me senti infinita. De uma forma diferente, de grau diferente. Sem tantos plurais, nem tantos superlativos. Mas de alguma forma, me senti infinita. 

Quem já leu esse livro sabe do que estou falando, quem ainda não leu, não sabe o que está perdendo. As Vantagens de ser invisível foi o melhor livro que li em 2012. Mas infelizmente não foi o melhor filme. 


É bem complicado ver uma adaptação que tenha funcionado melhor, ou tão bom quanto os livros. Eu pessoalmente, só lembro da trilogia de O Senhor dos Anéis. Mas não joguem pedras, houveram muitas. Mas esse livro, merecia uma adaptação fabulosa! 

Conta-se a história de Charlie, interpretado por Logan Lerman (Sim, o mesmo da série do Percy Jackson). O garoto tem alguns problemas psicológicos e acabou de perder um amigo que cometeu suicídio. Então ele entra no ensino médio, e acaba conhecendo Sam, interpretada por Emma Watson (Harry Potter) e Patrick, interpretado- absurdamente bem - por Ezra Miller (Precisamos falar sobre Kevin). Juntos eles dividem problemas da adolescência e encaram o mundo de uma forma que nunca pensamos, nem quando jovens, de encarar. Eles juntos são "O Infinito". 


A história do filme fica bem focada neles três, acredito que por isso o filme não tenha funcionado da mesma forma para mim. O livro retrata a vida de Charlie dentro da família e entre os amigos. Pouca coisa sobre família foi colocado depois dos cortes. No livro temos uma relação entre Charlie e a irmã que é muito ímpar, e isso não se sente no filme. O mesmo digo dos pais dele, que tem uma participação longe e muito emocionante no livro, no filme não tem. 

Quanto aos amigos, senti falta de algumas cenas,de algumas explicações e alguma sensibilidade. Apesar do filme ter sido dirigido pelo próprio escritor (Stephen Chbosky), ele não teve a mesma decência que teve quando escreveu. O trio Charlie, Sam e Patrick suspiram emoção e agonia o tempo inteiro quando lemos sobre eles. Já quando assistimos, algumas coisas ficam pendentes. Não se sente a agonia do personagem e não se tem vontade de coloca-lo no colo. 


Quanto as atuações. Bom, Charlie é um personagem muito difícil de ser interpretado, e acredito que de início o Logan não tenha conseguido encarar esse personagem na versão mais calma. Mas... Quando o personagem entra em piração e as coisas começam a acontecer, aí eu vejo o ator começar a funcionar. Ele consegue transpor uns TOC's bem únicos do personagem. Sem contar os olhares e gestos meio vagos. Tem uma cena específica que amei a atuação dele (Quando ele esta conversando com uma médica). Mas veja bem, falando como uma atriz, ele não chegou aos pés do que seria um Charlie de verdade, mas o garoto se saiu bem. 

Quanto a Emma...Bom, ela é incrível! Não era tão fã dessa garota em Harry Potter, mas nos filmes posteriores ela arrebentou. Acredito que ela teve a medida certa em cada cena. Ela era a Sam! E eu não tenho uma única crítica, a não os cortes que certamente foram feitos das cenas dela. 
E o Ezra... Gente, esse menino tem um talento super massa! Ele interpretou o Patrick de corpo e alma. Até achei melhor no filme, do que no livro. Quando era para parecer engraçado, ele era. Quando era para parecer louco, ele era. Quando era apenas para ser Patrick, ele era divino! Minha crítica é igual a anterior... Tenho certeza que cortaram cenas incríveis dele. 

Infelizmente, mesmo o menor livro do mundo, nunca terá a adaptação que gostaríamos. Entendi que os cortes feitos foram para polpar tempo de filme e que não prejudicava no total o roteiro. Coloquei minha mãe para assistir, porque ela não tinha lido e eu queria uma opinião de quem não leu. Ela achou o filme confuso, e não entendeu qual era a do menino. 
Acho que faltou um pouco de explicação em alguns momentos. Nessa de economizar tempo, eles meio que cortaram algumas idéias do livro. E então temos um livro que já tem um teor forte e confuso, virando um filme confuso, e (quase que) apenas isso. 


A única coisa que gostei na filmagem, foi ver as músicas descritas no livro em ação. Igualmente ver o Logan de sunga dourada no Rocky Horror Picture Show - Foi hilário e sem igual. Adorei o Ezra sendo Patrick. Adorei a Emma sendo infinita em cima do carro e adorei o olhar do Logan quando teve que dizer adeus. Em todas as vezes que teve de dizer adeus. 


O filme peca no roteiro. Mas acredito que eu compre o DVD e guarde na minha estante. Afinal, qualquer forma de interpretação desse livro, para mim vai valer ouro. Ele me tocou como pena em pele sensível. 

Se vale a pena assistir?
Bom... Quantas vezes no seu dia você se sente infinito? 




Foto de Carol Teles

Trailer


Resenha de "Cante para eu dormir" (Angela Morrison)




"Estarei chorando quando me ouvir cantar"

Sinopse:
Cante para eu dormir revelará a dura realidade da vida, a energia firme da amizade e mostrará que o verdadeiro amor transcende tudo. O livro conta a história de Beth, uma garota que sofre bulling e passa toda sua infância sendo rejeitada por sua aparência. As únicas pessoas a aceitá-la são sua mãe e seu melhor amigo, Scott. Mas tudo isso fica para trás quando ela é convidada para ser a vocalista do coral da escola e recebe a transformação que lhe dará a oportunidade de conhecer um amor que vai além de tudo, até mesmo da própria vida. Derek é tão lindo, tão doce, tão fantástico que Beth acha que não merece, mas quer experimentar, mesmo estando á milhas de distância. Porém, existem segredos não revelados entre eles. A história reúne as mais profundas emoções humanas: decepções, tristezas, alegrias, amores e paixão, muita paixão, que ficará gravada em cada coração por muito tempo, mesmo depois do término da leitura.  (SKOOB)
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Eu amo músicas, e amo livros. Combine as duas coisas e estarei em completo êxtase. 
Essa não é a primeira vez que leio esse livro, mas essa vez ele veio pior para mim do que da primeira. Não estou falando que o livro foi ruim, pelo contrário. Ele veio em um momento em que eu estava me sentindo triste, e ele é mega triste. Então, já viu né?!

Cante para eu dormir conta a história de Beth, uma garota que se acostumou a ter as pessoas a chamando de feia o tempo inteiro, e se referindo a ela como "Fera". O pai a largou quando era criança, e ela acha que a culpa inteira é da sua feiura. O único amigo é Scott, um nerd baixinho que participa do coral da escola junto à ela para não deixá-la sozinha. 

Como uma escapatória da própria vida, Beth se afoga na música. Ela tem uma super voz e canta em um coral de meninas que acaba de ganhar a passagem para participar de um campeonato internacional de corais. Então as meninas resolvem fazer uma mudança na aparência de Beth: tirando espinhas, mudando o cabelo, operação ocular, novas roupas. E é lá, em outro país, longe de casa e de toda a feiura que as pessoas estão acostumadas, que ela conhece Derek (Um lindo e fofo cantor). 

Eles se apaixonam quase instantaneamente, e não sei até que ponto isso funcionou comigo.  Gosto de relacionamentos que crescem. Mesmo assim, eles são muito fofos juntos. 
O grande problema, é que Derek esconde um segredo dela. Some por dias e não atende o telefone. Além disso tem Scott, sempre amigo, sempre presente, sempre a espera. E Beth se vê em uma confusão mental terrível. Até descobrir o segredo de Derek, e toda a sua vida vira de cabeça para baixo. 

Muito me surpreende esse livro ainda não ter sido adaptado para cinema. Ler sobre música nunca é a mesma coisa que ouvi-la. Se eu me arrepio lendo as letras das canções de Beth e Derek, imagine escutando. 

O livro é doce. Um doce que machuca de ser digerido porque ele queima a garganta de tão gelado que é. Eu chorei com ele por vários motivos, mas principalmente porque ele aflorou o que tinha de mais sensível em mim: A dor da incapacidade de mudar algo. A dor de saber o que vai acontecer e simplesmente ter que aceitar e conviver com isso. 

Se eu soubesse que seria atingida pelo raio que foi esse livro, jamais teria lido no Natal - que é quando me sinto mais vulnerável as dores. Fui derrotada por algumas páginas de papel. Tive vontade de queimar o livro quando acabou, porque odeio finais desse tipo. Odeio fechar a ultima página e me sentir pequena. 

E agora estou aqui, chorando e escrevendo. Putz! 

Se realmente fizerem um filme desse livro, vou ter que levar uma caixa de lenços para o cinema. Não tem coisa que me deixe mais a flor da pele do que música. 

Os personagens são muito bem construídos. Talvez um pouco mais maduros do que se espera de adolescentes. Mas acredito que ter crescido com Bullying fez Beth muito resistente. O segredo de Derek fez ele igualmente forte. A amizade e amor de Scott fez ele ser escolhido como meu personagem principal. Sério, quero adotar esse garoto! 

Os cenários, as músicas, as emoções contidas nessa história, são magia pura. Acrescente grandes protagonistas e temos um mar de sentimentos próprios. 

A parte musical do livro foi o primeiro motivo que me levou a lê-lo, a outra parte foi a referência ao sono. 
Sono podem ter várias conotações. E uma delas trata-se de sono eterno. Qual música você escolheria para ser a última da sua vida? Qual foi a canção que mais te tocou? Qual a música que te lembra aquele momento especial junto com seus filhos, seus pais, seu marido? 
Foto de Carol Teles

Como diz o garoto do filme "August Rush" 

"A música está em todo lugar, tudo o que temos que fazer, é escutar". 

Lindo! 
O livro é belíssimo! 
Mas se está pensando em ler, uma dica: ande com uma caixa de lenços, ou vai mancha-lo. 
E pense nisso... Qual a música teria em seus sonhos mais profundos? 
Experimente canta-la, antes de dormir. 

Foto de Carol Teles


Quote (Esse livro é cheio de partes lindas, mas escolhi essa):


Sou uma sombra. Sobras. Faminta e ávida, querendo mais do que ele está preparado para dar. Com medo de dar o que ele quer.
Devia ser fácil. A maioria dos garotos ia simplesmente querer meu corpo e pronto. Usar-me e dar  o fora,como meu pai biológico fez com a mamãe. Tudo o que Derek quer é cantar comigo. Ele está em um plano de existência totalmente diferente. Se isso tivesse a ver com sexo, seria muito fácil.
Mas não é o que ele quer.
Ele quer minha alma.

Natal dos sonhos


Nunca gostei de Natal. Fato# 
Sempre termino a noite com uma sensação de solidão e uma imensidão que não consigo controlar. Deu para entender? Talvez não. Acho que nem eu mesmo entendo. 
Quando estou em Aracaju reunimos a família e comemos um bocado (Muito antes da meia noite. Morreria de fome em esperar) E rimos muito e acabamos dormindo cedo, ou bebemos até tarde e desmaiamos depois de bêbados (Isso não é difícil para mim. Fico bêbada com uma latinha de cerveja). 
O ritual em Maceió não é muito diferente. Como aqui somos poucos, então tem mais gente da nossa rua do que da nossa família. Acaba que nossa rua torna-se nossa família. Também rimos e também bebemos. O processo de dormida e desmaio posterior é da mesma forma. 
Uma coisa sobre minha família: Quase ninguém ganha presente na noite de Natal (Apenas nas crianças) Na verdade nossos presentes estão embutidos em bondades diárias uns aos outros- Gosto disso!
Parecem festas comuns, não é? 
Só tem um porém... Eu sempre termino a noite solitária
Não sei porque, mas músicas de Natal, pisca pisca, árvores enfeitadas e perus me deixam depressiva - E não é pelo fato do Peru estar morto, ele poderia estar dançando Labamba- É só que... Não sei! Sério. Só quero desesperadamente que a noite passe, como um sonho... Um sonho de Natal
Como seria se eu pudesse remodelá-lo? 
Com certeza teria frevo e muitas cores, nada de só vermelho e verde. 
Acredito que o Natal me tira do chão... Me tira da minha segurança... Odeio me sentir insegura! E acabo jogando culpa na festa, essa festa que é tão linda. Como sou boba! 
Mas nada de depressão aqui!
Eu vim desejar a vocês um Natal maravilhoso, repleto de risos e sonhos natalinos. 
Multipliquem seus presentes e transformem em delicadezas e bondades as pessoas ao redor. 

Vou deixar um vídeo com a música que sempre me deixa com água nos olhos, e cantada pela Lea então... Chorei horrores! 




Caixa de correio #18



Oi gente!
Sei que essa semana eu ando meio ausente... Final de ano está complicando minha vida. Mas pelo menos o mundo não acabou. 

Aêêêêêêê

E já que o mundo não acabou, que tal uma caixa de correio recheada de livros maravilhosos? Vamos conferir?


Livros citados:

- Impecáveis (Sara Shepard) Amigo Secreto
- O segredo de Emma Corrigan (Sophie Kinsella)
- Loucamente Sua (Rachel Gibson) 
- Ponto Cego (Felipe Colbert) Booktour
- A linguagem das Flores (Vanessa Difenbaugh)
- Cante para eu dormir (Angela Morrison)
- Lola e o garoto da casa ao lado (Stephanie Perkins)

E vocês, o que ganharam de Natal? 

Resenha de "Loucamente sua" (Rachel Gibson)




"Eu quero mais!"




Sinopse

De volta à sua cidadezinha para atender ao funeral do seu padrasto Henry, a bela cabeleireira Delaney é surpreendida com uma cláusula do testamento dele: se quiser receber a sua herança, ela deverá permanecer um ano inteiro na cidade e não ter "contato sexual" algum com o bad boy Nick, filho bastardo de Henry. Acontece que, dez anos antes, ela e Nick viveram uma paixão, e embora ele seja um mulherengo incorrigível, a proximidade de ambos reacende a antiga chama. Será Delaney capaz de resistir ao motoqueiro de conversa fiada?
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Eu estou loucamente apaixonada por esse livro. 

Ganhei Loucamente Sua de presente de Natal de um grande amigo. Ele estava na minha lista para compra, e fiquei mais do que feliz de ter ganho. Não tinha pretensões de ler esse livro agora, mas acabei rendida ao prólogo dele e a capa. Não conhecia nada dessa autora, mas já vi muita gente falando de problemas com as revisões dos livros dela. Mesmo assim eu me arrisquei, e nem por um milésimo de segundo fiquei arrependida. 

Acompanhamos a história de Delaney e de Nick. Ela era enteada de um ex prefeito de uma pequena cidade; ele era o filho bastardo o qual o pai nunca quis saber. Quando o homem morre, o testamento dele é aberto, e imaginem a surpresa deles quando o velho deixa muito dinheiro em forma de propriedades para ambos, mas existe uma condição. 

Para Delaney a condição é não sair da cidade por um ano (Quando ela tinha dezoito ela fugiu brigada com o padastro e não voltou mais desde então). E a condição para Nick era não ter relações sexuais com ela por um ano (Quando eles eram adolescentes, o pai os pegou em uma situação bem embaraçosa). 
Já ouviu falar que quanto mais se proíbe uma situação, mais temos vontade de fazê-la? Pois é!

Delaney e Nick são bem birrentos um com o outro. A família dela acha que Nick é a culpa de tudo de ruim, e a família dele pensa a mesma coisa dela. Ele é um grande empreiteiro da cidade, e para ele é bem importante as propriedades que herdará se conseguir cumprir o acordo. Ela é uma cabeleireira que não consegue se firma em cidade alguma, então ela precisa do dinheiro para se sentir melhor. 

Para ela é bem difícil permanecer naquela cidade, é sinônimo de prisão. Para ele é bem difícil permanecer longe dela... Coisas não resolvidas. 

Como não li mais nada dessa autora, não posso comparar, mas eu amei o estilo de escrita dela. Tem tensão, tem cenas bem Hot, tem cenas bem delicadas e um tanto sensível. O relacionamento deles com as famílias é bem divertido e entre eles mesmos é bem gostoso. 

Eu fiquei totalmente ligada nesse livro até conseguir acaba-lo. 
Ele tem uma coisa bem romance de banca, e também tem uma pitada de tempero a mais. A autora brinca com a troca de ponto de vista, e em momento nenhum você fica confuso com isso. 

Nick é um mocinho bem legal: lindo, gostoso, misterioso e teimoso. 
Delaney é uma mocinha divertida: Atrevida, simpática, realista e não tem problemas nenhum em demonstrar que deseja por desejar. 

O romance que a autora construiu é muito gostoso de ler; leve e altamente manipulador. Tive raiva deles em vários momentos, e fiquei bem feliz quando eles faziam coisas que me agradavam. 

Os personagens me cativaram, o enredo me cativou. Acho que o final poderia ter sido muito mais trabalhado; a autora veio em um ritmo muito bom durante toda a história, e no final ela meio que correu para chegar a um fim - Não gostei disso! 

Mais indico esse livro para quem gosta de romances loucos, animalescos e sensíveis (pura contradição, né?! Exatamente como Nick e Delaney são).
Devo dizer que no final das contas, o pai deles era até esperto demais em ter criado esse testamento. Se ele não fosse um defunto, eu mesma o teria dado milhões de beijos. 



 Leiam e venham me dizer o que acharam. 


Quotes:

“Algo maravilhoso e terrível acabou de acontecer,ela não tinha certeza do que era.Algo além do sexo.Ela teve a cota de orgasmo no passado,alguns muito bons também,mas o que tinha acabado de vivenciar era mais que uma transa,mais do que ondas se quebrando e terremotos.Nick a levou para um lugar que ela nunca esteve antes e ela sentiu vontade de sentar e chorar.Um soluço subiu pela sua garganta e ela tampou a boca com a mão.Ela não queria chorar.Ela não queria que ele a visse chorar.”
 “Agora ele sabia.Agora ele sabia como era segurar e toca-lá como ele sempre quis.Agora ele sabia como era viver sua fantasia mais antiga,ter Dellany em sua cama,olhando nos olhos dele com ele dentro dela.Ela desejando ele.Ele tentando agradar-lhe.”

Resenha de "O Segredo de Emma Corrigan" (Sophie Kinsella)




"Show de risos"

Sinopse:
Em O Segredo de Emma Corrigan , Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público - foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil - e crítica. Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real.
Funcionária Júnior da Panther Corporation, uma empresa de produtos energéticos e esportivos com filiais por toda Grã-Bretanha, Emma vai a Glascow participar da reunião de marketing sobre um novo refrigerante, a Panther Cola. O que parecia uma grande oportunidade profissional se transforma num pesadelo. Como se não bastasse ter derramado a bebida num superior, seu vôo de volta para casa quase cai. Em momentos de tensão as pessoas fazem as coisas mais estranhas. E Emma Corrigan não é exceção. Acreditando estar a um passo de uma morte trágica, ela conta todos os seus pequenos pecados para o passageiro ao lado. Afinal, qual a probabilidade de vê-lo de novo? Ainda mais com vida?
Mas o destino decide brincar com a protagonista: o avião pousa em segurança e o distinto cavalheiro nada mais é que o fundador e presidente da empresa onde trabalha. E além dos segredos pessoais, Emma abriu o verbo sobre todos os colegas da Panther e suas estratégias para enrolar no serviço. Para recuperar o respeito profissional - e voltar às boas com o pessoal do escritório - Emma se mete nas situações mais inusitadas, quase novelísticas. Mas com as quais todas as mulheres acabam se identificando. (SKOOB)
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Cinco segredos sobre mim

1. Tenho cinquenta e sete esmaltes e minhas mãos nunca são pintadas
2. Compro biscoito de morango para mim porque sei que meu irmão não gosta e que ele não vai comer.
3. Misturo roupa suja com limpa quando minha mãe fica mandando eu guardar as roupas, só por preguiça de separá-las. 
4. Amo Glee! (Nem é tão segredo assim)
5. Nunca acerto o tamanho da minha lingerie quando vou comprar. 

Imagine você em um avião, depois de ter tomado um pouco de álcool. Uma turbulência a atinge, as pessoas ao redor estão rezando e abraçando-se; você está sozinha. De repente a sensação de medo é intensa, você está certa de que vai morrer. E então, o que faz? 
Eu certamente ficaria agarrada à minha cadeira até morrer, ou aterrissar. Mas Emma... Não! Ela resolve contar todos os segredos de sua vida a um completo estranho que está sentado na cadeira ao lado. 


É assim que começa o livro, na verdade o livro começa com Emma derramando uma garrafa inteira de bebida de uva, em um grande empresário. Ótimo! 

Ela já mudou de emprego várias vezes em poucos anos. Tem um namorado que parece uma versão viva do Ken... Sim, aquele da Barbie. 
Ela mora com duas amigas, uma delas tem um hábito de deixar armadilhas pelo quarto para elas não mexerem em suas roupas caras. 
A família de Emma é voltada de amores por Kerry, uma prima dela que cresceu morando com eles, a qual ela odeia. 
No momento Emma esta trabalhando com marketing em uma empresa, e seu namorado acabou de pedir para morar junto à ela. Tudo estava lindo! Até o grande chefe e dono da rede de empresas, a qual ela trabalha, resolver visitar a filial de Londres. Acontece que ele é, nada mais, nada menos que o cara que ela contou todos os segredos no avião. 


Já podem imaginar a quantidade de coisas loucas que acontecem na vida dela, não é? 

Emma é uma personagem tão divertida que te deixa numa saudade imensa quando o livro acaba. Ela é louca, mas contida. Ela mete os pés pelas mãos de uma maneira tão natural que você se identifica fácil com ela. Ao contrário de Poppy (Fiquei com seu número) As situações correm de encontro a Emma, as vezes ela nem as procura. 

Todo mundo tem segredos. E quando um desses segredos se revela, então fazemos as coisas mais inusitadas para nos livrar de ter que explica-los. Acabamos mentindo em cima de mentiras, e isso tudo vira uma bola de neve enorme. Quando você vê, as pessoas acham que você passou o verão em Paris, que namorou o Robert Pattison e usou o coração do oceano no pescoço (o colar da Kate em Titanic). 


Incrível como as situações mais constrangedoras viram coisas tão engraçadas. 

Eu me acabei de rir com algumas cenas do livro. Ele é tão divertido quanto o Fiquei com seu número, da mesma autora. 
Esse romance só veio para confirmar que sou totalmente apaixonada pela escrita da Sophie. E agora estou eu, desesperada para ler mais alguma coisa dela. 

Você vai rir com a Emma, vai suspirar com ela e depois vai rir novamente. A coitada é mega azarada. 

Indico esse livro para as pessoas que gostam desse estilo de leitura (eu pessoalmente amo). E quem tiver mais livros da Sophie para indicar, eu aceitando indicações. 

E vocês, quais os seus segredos mais íntimos? 
Vê se vão contar para ninguém, vai que você descobre que está ao lado do seu futuro chefe. 


Quote:

“Então vejamos de que modo espetacular eu cometi esse erro, certo? Estou sentada num avião ao lado do grande Jack Harper, gênio criativo e fonte de toda a sabedoria nos negócios e no marketing, para não mencionar os grandes mistérios da vida em si.

E o que eu faço? Alguma pergunta perspicaz? Tenho uma conversa inteligente com ele? Aprendo alguma coisa com ele?

Não. Falo sobre o tipo de calcinha que eu prefiro.
Grande passo na carreira, Emma. Um dos melhores.”



Tag: Sete Pecados capitais da leitura



Olá galera! 
Dias sem postagem, e estava devendo esse vídeo desde a semana passada. O negócio esta bem complicado para leituras e para trabalhar com editores depois desse acidente chato. 
Mas bem, estou aqui para trazer mais uma Tag em vídeo. Era para colocar o correio, mas o correio atrasou minha entrega. Acho que ele só entra semana que vem. Até lá, vamos nos divertir assistindo minhas insanidades. 
Não liguem muito para os erros... Não sei editar com uma mão só. hehe


Ganância: Qual seu livro mais caro? E o mais barato?

Ira: Com qual autor(a) você possui uma relação de amor/ódio?

Gula: Qual livro você devorou sem vergonha?

Preguiça: Qual livro você tem negligenciado devido à preguiça?

Orgulho: Qual o livro que você tem orgulho de ter lido?

Luxúria: Quais atributos você acha mais atraentes em personagens masculinos e femininos?

Inveja: Quais livros você gostaria de ganhar de presente?





Quero saber dos pecados de vocês. Deixem um comentário! 

As melhores coisas do mundo





Meu corpo está todo dolorido por conta do acidente que sofri, o qual já comentei com vocês aqui. Desde então não tenho dormido direito porque não encontro posição que eu consiga me enquadrar para pegar no sono. Estou com olheiras tão profundas quanto o mar. Estou com um cansaço que não sei bem se é físico; ele tem mais haver com as coisas que não consigo fazer. Coisas que eu queria bastante fazer. E outras que nem sei direito o que são. 


Foi dessa forma que acabei achando esse filme no meu computador. Acredito que eu tenha baixado há algum tempo, e acabei esquecendo de ver. A insônia me pegou e entre opções repetidas, o achei. E é justamente quando vejo que Deus coloca as coisas certas nos nossos caminhos, e não é nada proposital. 

As melhores coisas do mundo foi uma das melhores coisas do meu mundo. Chegou quando eu estava justamente precisando desse filme. Ele tem tudo o que me compõe: Drama, simplicidade e muitos adolescentes cheios de hormônios e uma inocência sem fim, até em fazer maldade. Resultado: Estou completamente apaixonada por esse filme. 

Vemos a história de Mano (Francisco Miguez), um garoto de 15 anos da classe média que está naquela fase de descobertas. Tentando aprender a tocar violão para impressionar uma garota, cercado de amigos, visitando prostíbulos para provar que não é mais virgem, fumando, bebendo e parafraseando o próprio cinema "Curtindo a vida adoidado".  Mas lógico, que nem tudo na família de Mano são flores. Seus pais estão se divorciando e isso o atinge como uma bomba. E pior, o pai esta saindo de casa porque esta apaixonado por outra pessoa... Eis o problema, pois a outra pessoa não segue os padrões aceitáveis de uma sociedade. 

Ele e o irmão Pedro (Fiuk) estudam em uma escola de classe média. Acontece que os adolescentes dessa escola, como em qualquer outra, tem essa tendência de serem maus por natureza. A maioria deles não mede e não entende as consequências de seus atos, se acham os donos do mundo e da verdade. E então, eis que surge o enredo. 

Na verdade o filme trata de temas misturados, mas que sempre tem haver com os adolescentes. Seja o relacionamento de Mano com os pais e com o irmão. Seja o platonismo de Pedro para com a namorada. Seja pelo jeito que o professor de violão conduz um problema e o converte em música. Seja a forma descolada com a qual a Carol trata as pessoas, ou a forma relaxada que Valéria trata sua vida amorosa. Sejam no relacionamento ético da escola com os professores, pais e alunos. Seja a forma como as amizades mudam da noite para o dia. Esse filme é um perfeito diário adolescente. E melhor que isso, um diário que tem cara, situações, falas e pensamentos de adolescentes.

A sensibilidade com a qual a diretora trata os problemas é limpa e possível. Eu tive alguns daqueles problemas, meus amigos tiveram outros. A vida de ninguém é fácil, e ninguém tem o direito de colocar o dedo na sua cara e dizer o que você tem que fazer ou quais padrões seguir.

Já deu pra perceber o quanto o filme mexeu comigo, né?
Na verdade acho que vocês não tem noção disso, porque na verdade nem eu tenho.

Mano começa o filme dizendo sobre a demora que foi crescer, chegar a adolescência e ter sua própria liberdade. E então as coisas acontecem e ele tem que crescer mais ainda, e a partir daí o mundo parece não ser tão colorido e nem regado a rock. A linha entre a infância e a maturidade de um adulto é muito fina, uma corda bamba que se não conseguir manter o equilíbrio, você se esquece de quem é, e do que quer.

Claro que o filme tem momentos de leveza. Algumas cenas clássicas de adolescentes. Algumas cenas clássicas de pais de adolescentes. Algumas cenas que é apenas música. E elas são puramente maravilhosas.

Devo dizer que a atuação de Mano é incrível! Virei fã desse moleque. Denise Fraga como mãe esta impecável. Não sou fã do Fiuk, mas em algumas cenas ele está divino. Caio Blatt e Paulo Vilhena dão uma cor aos coadjuvantes do filme. Parece que tudo nesse enredo se constrói e se ampara. O roteiro é muito belo.

É necessário dizer que chorei?
Chorei, e em uma cena até bem boba. A mãe de Mano começa a tirar ovos pela parede, e ele está bem ali, ao lado dela, dando os ovos, ajudando ela a descarregar tudo. A cena ficou belíssima e precisei parar o filme porque estava com os olhos manchados de lágrimas.


Ai gente, nem sei mais o que dizer... O filme é MUITO bom! Ele funcionou perfeito para mim porque independente da minha idade: criança, jovem, adulto; independente do meu estado: de cama, aleijada, correndo; as melhores coisas do mundo existem para qualquer pessoa, só que elas têm que ser adaptadas as necessidades de cada um. Não tem problema algum em sofrer e ser apontado, o problema está, na verdade, em não saber enfrentar isso.
A maravilha de viver é justamente saber quais são as melhores coisas do mundo, mesmo que elas sejam simples.
Quem disse que é preciso requinte para sorrir?

As minhas melhores coisas do mundo eu sei quais são, e a de vocês?