Melhores amigos na literatura


Hello, people!!

Não é segredo para ninguém o quanto eu amo a relação de amizade nas histórias. Tanto que repliquei esse amor em todos os meus livros. Para mim é uma relação melhor do que o romance entre o casal principal, porque romances vem e vão, e a amizade pode morrer com você, mesmo com todos os percalços.

Hoje trago algumas amizades na literatura que eu sou apaixonada.



Sherlock e Watson (Sherlock Holmes)



É elementar o tanto que essa dobradinha é bem conhecida, não é? O que talvez não seja elementar para vocês, é o quanto eu a amo. 

Sherlock e Watson tem um tipo de conexão que por muitas vezes é confundido com homossexualidade entre os espectadores, o que acho uma completa babaquice, categorizar o tipo de conexão que eles tem. Simplesmente vivem em simbiose desde o primeiro momento em que o doutor Watson chegou em Sherlock precisando de alguém para dividir um apartamento. 

Muito amor por essas coisinhas inteligentes!

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Harry, Rony e Hermione (Harry Potter)



E esse trio, heim??? É a prova viva de que amizades podem ser formadas por tripés.

Harry não existe sem a leveza de Rony e a inteligência de Hermione. Funcionam exatamente como uma espécie de tripé que se faz necessário todos para ficarem de pé. 

Foi a primeira coisa que me encantou na história, e ainda encanta hoje em dia, vinte anos depois da primeira página. 

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Myron e Win (Série Myron Bolitar)



Myron e Win são fabulosos!!!!!!

Se tem um detalhe que amo nos livros do Coben, é a amizade desses dois, que na imagem estão representados como uns malucos, mas que são uns durões pé quente que eu pessoalmente jamais me atreveria a incomodar. São imbatíveis e perigosos.

Win aparece sempre nos livros da série do Myron, e os livros que ele aparece pouco me deixam depressiva. Ele é o alicerce de Myron.

Na boa, não vejo um sem o outro. 

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Ben, Chon e O (Selvagens)


Vou morrer indicando esse livro para vocês, e um dos motivos, pode apostar, é como se estrutura a amizade de Ben, Chon e O. 

Eles são malucos, ok? Todos os três muito malucos que vivem a base de álcool, drogas e sexo um com o outro. Mas especialmente por causa disso, eles funcionam tão bem. 

Quando se faz necessário ser selvagem, ninguém é melhor em sê-lo do que esses três. Em todos os sentidos. É um dos meus triângulos prediletos. 

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Kirk e Spock (Star Trek)



Tá, vou roubar um pouco aqui, porque Kirk e Spock são inicialmente personagens do cinema, mas eu já li três livros com esses dois, e o amor pela amizade deles só ampliou com a leitura. 

Sabe aquelas amizades que se passam anos e anos, erros e erros, e ela só aumenta e fortifica? Essa é a de Spock e Kirk. 

Engana-se quem acredita que por Spock ser sempre mente e Kirk sempre espírito, eles iriam desencontrar. Pelo contrário. Isso só serviu para juntá-los mais ainda.  


Olha... muitos corações aqui, heim!

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Todd e Viola (Mundo em Caos)


Acho que temos aqui a única amizade que beira bem de leve ao romance, no final das contas. 

Eis Todd e Viola! Os protagonistas incríveis da série do Mundo em Caos, que em algum momento teremos adaptação. 

O roteiro do livro em si já é incrível e torna incrível qualquer personagem na história, e o que Patrick Ness consegue fazer aqui, só fez aumentar meu grau de admiração por esses dois. 

Ainda são novos, e não achem que vão ver um tipo de amor com luxúria aqui, porque não tem. É aquele tipo de amor puro e infantil sabe? Que se constrói pela necessidade e amadurece pela perseverança. 

Amo!!

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Will e Jem (Peças Infernais) 


Caramba, como falar de amizade sem citar Will e Jem? Seria o mesmo de falar sobre o assunto e não citar Klaus e Adônis. Um completo absurdo! 


Em algum momento na história deles a gente chega a acreditar que se tornariam inimigos, por ambos estarem interessados no "mesma questão", por assim dizer. Mas isso não acontece. A amizade de Will e Jem permanece inteira do início ao fim. Uma corda que fica cada dia mais forte, ligando-os além do lance do Parabatai. É um lance de amor. 


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Garotos Corvos (Garotos Corvos)


Se vocês não conhecem os Garotos Corvos, façam o favor de conhecer, porque raramente vejo grupos que funcionam de modo uniforme em livros, e a autora consegue fazer isso aqui com primor. 

Eles são incríveis separadamente, e são incríveis em conjunto. 

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Os Seis Ladrões (Six Of Crows)


Pois é, olha eu indicando grupos aqui novamente. 

Vocês precisam ler esse livro e não só porque o protagonista é um dos meus personagens masculinos prediletos, mas porque ele em conjunto com esses bandidos e ladrões são simplesmente sublimes. 

E vamos combinar que um grupo de ladrões e bandidos tem o seu valor. 

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Darrow e Sevro (Fúria Vermelha)



Existem muitas relações complexas e maravilhosas em Fúria Vermelha, mas a de Darrow e Sevro é, de longe, a minha predileta. 

Existe uma relação de subserviência entre o pequeno e Darrow, e ainda assim ele é o único que quando precisa gritar umas verdades para o grandão, Darrow escuta de orelha caída. 

Acho linda a lealdade que esses dois tem um para com o outro. Como ela deu início, e como fortifica com os anos. 

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Garotos Perdidos (Constelação dos Gritos Mudos) 



Como falar de grupos sem citar meus Garotos Perdidos maravilhosos de Constelação? 

Sabe aquela simbiose que existe entre Sherlock e Watson? Ela existe aqui também, ligando cada uma dessas almas distorcidas em uma linha única e resistente. 

Na necessidade, na felicidade, existe uma união invejável entre esses guris. Ao ponto de causar gastura em quem lê as histórias deles. 

Meninos errados e tão certos... conquistaram meu coração desde o início. 

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Sociedade do Anel (Senhor dos Anéis) 


Ai, ai... como citar relação de amizade sem falar dessa "Sociedade do Anel"? 

Caraca, eu fico emocionada a cada detalhe que lembro de como eles funcionam. E nem estou falando só dos Hobbits, que por si são incríveis nessa relação de amizade, mas de quando esses quatro se juntam aos outros cinco e formam a coisa mais grandiosa da literatura. 

O meu grupo predileto. O que me faz chorar só em ler duas linhas sobre eles. 

Vou morrer amando o poder do amor que existe na amizade desses nove. 

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Por que ter um blog em eras de mídia social?

blog em época de mídia social

Hello, people!!

Semana passada participei de um curso onde o assunto "blog em tempos de mídia social", foi um dos temas trabalhados no cronograma, e achei tão importante a aplicabilidade do que o orientador falou, que resolvi trazer para cá de um modo resumido. 

Sabemos que estamos em um momento onde as pessoas perdem horas em mídias sociais. Isso não é nada novo. Já existia na época que meu filho era pequeno, com o Orkut, e isso tem bem uns sete anos. 

Porém hoje em dia temos mais delas. Entre Whatsapp, Facebook, Twitter, Youtube, Instagram, Tik Tok, entre outras, as pessoas passam horas do dia! As vezes o mesmo tanto de tempo que levamos no trabalho. Seis, oito horas. 

Pode não parecer muito quando a gente entende que isso não é de uma única vez, mas fracionado. Contudo, pessoalmente, me sinto mal quando pego meu telefone e ele me diz quantas horas eu passei com ele na mão naquele dia. Porque se eu juntar esse tempo, o tempo de trabalho e o tempo de sono, vou perceber que sobra muito pouco para viver as coisas ao redor. 

Claro que coisas ao redor andam inexistentes, nos últimos tempos. Ninguém está podendo sair nem sociabilizar fora de casa, então nos agarramos a isso aqui. A nos manter inteiros através da vida confinada dos outros, entendendo dessa forma que não somos os únicos prestes a pirar. Então, não se preocupe que não estou aqui para condenar esse tempo que você passa usando uma rede social, mas comunicando que existe uma opção extra, principalmente se você usa as mídias como uma forma de trabalho. 

blog em época de mídia social

Pense comigo... Vai que dá a doida e alguém um dia resolve fechar o Facebook, como fizeram com o Orkut. Se você é um produtor de conteúdo para Facebook, e vive financeiramente disso, o seu negócio vai para o ralo, não é? 

O mesmo se repete com nas outras redes sociais. Por isso as pessoas dizem tanto que é bom ter perfil em todas elas. Não é nada que me agrade, arrumar mais sarna para me coçar e mais trabalho. É tanto que invés de criar um Tik Tok, que está na moda, eu desisti do meu canal do Youtube. Dava trabalho demais e retorno de menos, e no momento estou zelando por minha saúde mental. 

Então hoje eu posso dizer que, profissionalmente, mantenho o Facebook, com a página e o grupo e o Instagram (que é minha paixão). Pronto. Finite. Isso é tudo o que você vai encontrar meu com movimento nas mídias hoje em dia. Até tenho um Twitter e um canal no Youtube, mas nada que eu gere conteúdo relevante nesse momento. Contudo se tem uma coisa da qual não abro mão, é o blog. 


Passo períodos de longos hiatos, não vou mentir. Que fico triste pela quantidade baixa de visualizações em matérias que deram muito trabalho para serem pesquisadas e escritas. Mas quando estou mal, sentindo que preciso desabafar, este é o meu lugar. Meu canto mágico. O diário que não tinha pretensões de criar, e criei mesmo assim. 

E foi disso que o orientador do curso falou quando se referiu a ter um site ou um blog: Sentimento de casa, de afago e cuidado. 

blog em época de mídia social

Não é que você deixe de encontrar isso nas mídias sociais, mas como tudo nelas funciona em velocidade diferente, há uma necessidade de se adequar ao movimento constante. A criar coisas que girem rápido e de maneira eficiente para prender o espectador. E se tem uma coisa que sou, é prolixa. Não quero três segundos para prender alguém ao que vou explicar, não sei conversar em três segundos. Mas eu sei escrever, e quero fazer isso sem uma limitação de caracteres ou pensando se meu SEO está eficiente. Entende que isso é muito puxado e péssimo para a cabeça? 

Sim, usamos esses cantinhos para trabalhar e temos que nos adequar a necessidade. Então o meu Instagram é rápido e meu Facebook tende a ter matérias de entrada chamativas. Mas aqui? Aqui é meu mundo. Eu paguei pelo domínio para torná-lo meu, e isso é muito forte. É realmente como se fosse a minha casa e aqui eu pudesse tudo. Escrever sem limites. Usar a imagem que quiser sem tanta preocupação com retensão porque a preocupação por aqui não é essa.  

Óbvio que preciso ter um cuidado com o SEO do que desenvolvo aqui, mas passa muito longe da necessidade de rapidez que as mídias pedem. Então se pudesse dar uma dica especial seria... Use as mídias porque você precisa delas para ganhar o seu pão, mas não deixe de ter um site ou blog para chamar de seu. As mídias tem donos grandes que um dia podem fechar as portas, esse espacinho que você comprou é seu. Além de que, vamos combinar, é muito mais profissional ter um site, não é? 


O Perfume das Folhas de Chá e porque segredos são perigosos. Ou não.


o perfume da folha de chá
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Título: O Perfume da folha de chá
Autor: Dinah Jefferies
Editora: Paralela
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Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.


 Peguei esse livro para ler no Kindle porque estou começando a fazer pesquisa para o meu próximo livro, que se passa na década de 20. Além de referências de tecidos e roupas da época, não tirei muita coisa que pudesse aproveitar. A cultura é indiana, e minha história não poderia ser mais diferente disso, se passando em São Paulo. 

Ainda assim continuei a leitura. Parecia intrigante. Uma inglesa jovem que se casa e vai morar no Ceilão com o marido, saindo de perto da família e da cultura ao qual esta acostumada. Um novo lugar, uma nova vida. Um novo tudo. 

Veja mais dramas históricos: A Sala das Borboletas

O casamento de início é estranho, com o distanciamento incomum do marido, e começa a melhorar quando ela finalmente engravida. E tudo volta a desmoronar quando ela tem o bebê. Gwen começa a guardar um grande segredo, o maior deles, e isso vai deteriorando o emocional da personagem à medida que o tempo passa a cobrar dela uma posição sobre as coisas que colocou embaixo do tapete. 

Ao meu ver, é um livro que poderia ter sido melhor aproveitado se algumas questões tivessem ficado de fora. Existe um acúmulo de informações e coisas acontecendo, e a principal delas fica meio tímida no meio da narrativa. Não sei se isso foi proposital da autora, para que o leitor entenda as diversas cargas que Gwen suporta, mas para mim foi só um pincelar nos problemas que acabaram com resoluções razoáveis ou fracas. 

Veja mais drama histórico: A Luz Através da janela 

Ainda assim, enxerguei o potencial da escrita da autora. Não me apeguei aos personagens, mesmo que tenha tido um chamego por Gwen como mãe. Eles entraram e saíram da trama sem provocar grandes explosões de sentimentos, talvez um pouco a irmã de Lawrence (o marido). A mulher era insuportável e deu para sentir raiva dela em muitos momentos. 

Lerei outros livros de Dinah, porque para mim a escrita dela foi o melhor do livro. O roteiro tinha falhas, mas possuía uma ideia excelente em um país lindo que me conquistou totalmente. Quero voltar a esse lugar bem em breve. 




Série O Bebê de Rosemary



Hello, people!!

Hoje vamos falar sobre a série que saiu recentemente de O Bebê de Rosemary. 

Para quem também nunca assistiu ao filme de 1968 dirigido pelo Polanski, o que sugiro com muita força que assista, preciso ambientar vocês. 
Temos essa família que se muda para um apartamento muito chique e antigo em um bairro rico. Ela é dona de casa, e ele um professor que tem muita vontade de escrever um livro. O marido é ambicioso e toda a ambição da mulher é cuidar da família. 
Nesse apartamento temos moradores fixos, com certa idade e poder aquisitivo. O casal conhece os Castevet. Aparentemente acolhedores, divertidos e prestativos, logo se unem a eles em uma amizade que acreditam ser de mão dupla. 
Então, envolto em uma noite confusa, Rosemary acaba engravidando do tão esperado bebê do casal. Só que aquilo é o início de um pesadelo para ela. 

                                       

Preciso dizer que a experiência de já ter assistido ao filme antes da série fez com que eu avaliasse melhor detalhes que possivelmente passariam desapercebidos, e que julgo importante citar aqui. 

A série tem dois episódios. Nem podemos chamar exatamente de série. O que senti foi que a direção queria mais espaço para desenvolver certas questões, e por isso transformou o que poderia ter sido uma película única em dois episódios longos. Isso pode ter sido um ponto positivo. 

É fato que o bebê de Rosemary é uma história com complexidades em situações diversas, e que a série, por possuir mais espaço, conseguiu abarcar de forma até eficiente. 

Veja também: Série Dark 

Como, por exemplo, as amizades com os inquilinos anteriores por parte dos Castevet, o tanto de ambição que o marido de Rosemary tinha, coisa que a gente só entende pincelado no filme do Polansky. O estado de loucura que Rosemary que vai entrando devagar, a amizade com a melhor amiga, o policial que cuida do caso, os pontos feministas abordados de forma mais clara para observadores desatentos, o relacionamento do casal... Enfim, são pontos que foram trabalhados com mais calma, e eu acabo cedendo a ser tão rígida na avaliação por conta deles. 


Acredito que a série foi pensada para quem curte as coisas mais as claras, e o filme exige uma certa atenção e desenvoltura psicológica do espectador. Ou seja, você precisa criar conexões mentais para entender no filme os pontos que na série são fáceis. 

Veja também: Série The OA

Isso foi brilhantismo por parte da direção? Não sei. Pessoalmente gosto mais quando as coisas ficam subtendidas, mas eu consigo enxergar a importância de mostrar nitidamente as problemáticas de Rosemary com tudo o que vai acontecendo ao redor dela. 

Um ponto que acho importante e que existe em ambos (série e filme), é o tanto que a mulher grávida fica frágil. E não estou falando apenas fisicamente, mas de como tudo ao redor dela amplia em graus altos de perspectiva. Como o emocional se abala com facilidade sem que haja espaço para pensar sobre as coisas com clareza, e o tanto que a sociedade nos diminui a uma criatura frágil e sem poder de decisões por causa disso. Rosemary passa de uma mulher que é ouvida para uma que é tratada com um tipo de zelo quase maluco. 


Uma coisa que eu amei na série é como os Castevet são sedutores. No filme temos dois idosos que sinceramente nunca entendi porque acabaram ficando amigos de Rosemary e o marido. São exagerados e excêntricos, enquanto o casal é calmo e discreto. Já os Castevet da série são de uma sensualidade impossível de ser ignorada. A gente quer ser amigo deles pela beleza, riqueza e o jeito sensual que tem de simplesmente existir. Daquele casal eu seria amiga com facilidade. Não parecem dois hippies que perderam a estrada para curtir a velhice em uma casa de campo. 


Também entendi melhor o que se passava na cabeça do marido de Rosemary com a série. A ambição por ter sucesso na carreira e que justificava os atos impróprios. Nenhum dos dois maridos, série ou filme, passam com importância para mim. Personagens neutros que entram e saem e a gente não dá a mínima. São manipuladores de um jeito quase nojento e eu me via gritando com Rosemary em todas as atitudes de macho dos maridos quando ela era passiva e concordava, mas aqui entra aquilo que falei sobre a fragilidade do feminino e da gravidez. 


Outra coisa que acho importante citar é a mudança de locação. No filme fica claro que a história se passa nos EUA, e na série mudamos o foco para Paris. Se eu entendi bem porquê dessa mudança? Acho que não, mas se pudesse chutar diria que era para isolar mais Rosemary. Fazê-la sentir-se sozinha. Além de que Paris é uma das cidades antigas, e aqui estamos falando sobre satanismo e cultos afins. Então tem mais lógica quando trabalhamos o tema em um lugar de séculos a mais do que os EUA. 

Veja também: Série Sex Education


Enfim, é uma série que vale a pena ser assistida? Sim, principalmente por ser curtinha. Mas eu ainda prefiro a maestria do entre linhas de Polanski no filme. Gosto do clima antigo que ele entrega, e que perde a vez com a modernidade da série. 

Essa eu assisti no StarzPlay, um streaming com um preço bem camarada que recomendo pelas séries históricas e outras maravilhosas que estão entrando no catálogo.  



Livros para ler no inverno

livros para o inverno

Hello, people!

Maceió acordou com um frio confortável e gostoso hoje. Tanto que até cochilei enquanto lia no sofá, coisa que não fazia há meses! Então quando acordei foi com um insight interessante: Por que não fazer uma lista de livros para ler no inverno? 

Apesar de termos muitos livros que se passam nessa época do ano, principalmente no clima natalino, eu optei por sair dessa curva comum de pensamento e vou indicar seis livros e uma HQ que acho perfeitos para quem curte o clima frio.

Vamos lá?

O Palácio de Inverno


o palácio de inverno
Sinopse: Pode-se fugir da história? Será possível viver no anonimato após uma existência de fausto e glória? A vida comum é assim tão diferente da vida pública?Geórgui Jachmenev passou a vida inteira se debatendo com essas questões, e agora, prestes a perder o grande amor de sua vida, tenta encontrar uma resposta para elas ao refletir sobre seu percurso num século XX que sempre lhe pareceu longo demais.
Seus feitos começaram cedo: aos dezesseis anos, em ação impulsiva e atabalhoada, o rapaz impediu um atentado contra a vida de ninguém menos que o grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar Nicolau II, que, agradecido, nomeou Geórgui o guarda-costas oficial de seu filho Alexei, destinado a ser o próximo czar. Uma reviravolta impressionante, que o levou da taiga russa para o fausto dos palácios moscovitas, cenário que, apesar da amplidão e luxo de seus imensos corredores, iria se revelar bem mais inóspito que os frios grotões de sua vida anterior.
A dura experiência com esse mundo gélido de intrigas palacianas, às quais sempre era jogado contra sua vontade, e de grandes tensões e responsabilidade só foi apaziguada com a chegada do primeiro amor, Zoia. Mas os tempos eram agitados, e a história deixou pouco espaço para idílios: quando a Revolução Bolchevique tomou de assalto o país, e isolou toda a família do czar numa casa de campo nos arredores de Ekaterinburg, mais uma vez Geórgui teve de agir rápido a fim de salvar a si e a Zoia. A vida com ela lhe custaria pátria, família e prestígio, e ele jamais se arrependeu disso - mas e para Zoia, o que teria custado?
Numa narrativa fascinante, em que presente e passado vão convergindo em capítulos alternados, da Inglaterra dos anos Thatcher para a época dos czares russos, e dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial para o turbilhão da Revolução Bolchevique, acompanhamos Geórgui em meio a acontecimentos históricos decisivos que acabam por se revelar mero pano de fundo para uma história de amor que esconde um grande mistério, talvez maior mesmo que a própria história.

Não é segredo para ninguém o quanto John Boyne é um historiador incrível. Além de historiador, ele é um bom contador de histórias, e faz isso com louvor nesse livro! 
Foi o primeiro livro que li do autor e sinto que comecei pelo lugar certo para mim. Eu adoro tudo nessa história! O clima, o lugar, os personagens, os sentimentos... Não há nada desagradável em Palácio de Inverno. 
Esse é para aqueles que gostam da história russa da época do Czar Nicolau Nicolaievicth. Ou seja, a época da princesa Anastasia.  

Encontre esse livro AQUI



O Rei do Ferro


o rei do ferro

Sinopse: Alguma coisa sempre pareceu meio fora do lugar na vida de Meghan, desde que o pai desapareceu diante de seus olhos quando ela tinha apenas seis anos. Meghan nunca se adaptou na escola... nem em casa.Quando um desconhecido sombrio começa a observá-la de longe, e o amigo brincalhão se torna estranhamente superprotetor, Meghan sente que tudo que ela conhece está para mudar.Mas ela nunca poderia ter imaginado a verdade - que ela é filha de um mítico rei das fadas e peça importante numa guerra mortal. Agora Meghan vai aprender até onde é capaz de ir para salvar alguém que ama, deter um mal misterioso que nenhuma criatura encantada ousa enfrentar... e encontrar o amor com um jovem príncipe que talvez prefira vê-la morta a deixá-la tocar seu coração de gelo.


O Rei do Ferro é o primeiro livro de uma série de quatro que sou completamente apaixonada! Li o primeiro e o segundo, que conseguiram ainda ser traduzidos para o Brasil pela extinta Underworld, mas o terceiro e o quarto só tive acesso através de tradução de fãs pela internet. 

O Rei do Ferro é uma fantasia feérica com pitadas mitológicas de cultura grega. Além de um pezinho em obras de Shakespeare. Ou seja, esse livro tem muitas referências que eu adoro! 

E devo dizer que o mocinho dessa história é um dos meus crushs da vida! 

Infelizmente não temos mais edições do Rei de Ferro aqui no Brasil (gostaria muito que alguma editora voltasse a relançar), mas posso indicar para compra um livrinho delicioso que saiu pela Morro Branco e que tem um clima semelhante: Os Noivos do Inverno. Acesse AQUI

E não sobrou nenhum


e não sobrou nenhum

Sinopse: Uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados.
Convidados pelo misterioso mr. Owen, nenhum dos presentes tem muita certeza de por que estão ali, a despeito de conjecturas pouco convincentes que os leva a crer que passariam um agradável período de descanso em mordomia. Entretanto, já na primeira noite, o mistério e o suspense se abatem sobre eles e, num instante, todos são suspeitos, todos são vítimas e todos são culpados.
É neste clima de tensão e desconforto que as mortes inexplicáveis começam e, sem comunicação com o continente devido a uma forte tempestade, a estadia transforma-se em um pesadelo. Todos se perguntam: quem é o misterioso anfitrião, mr. Owen? Existe mais alguém na ilha? O assassino pode ser um dos convidados? Que mente ardilosa teria preparado um crime tão complexo? E, sobretudo, por quê?
São essas e outras perguntas que o leitor será desafiado a resolver neste fabuloso romance de Agatha Christie, que envolve os espíritos mais perspicazes num complexo emaranhado de situações, lembranças e acusações na busca deste sagaz assassino. Medo, confinamento e angústia: que o leitor descubra por si mesmo porque E não sobrou nenhum foi eleito o melhor romance policial de todos os tempos.

Eis o meu livro predileto da Agatha Christie e com cara de inverno. E não só porque lembro nitidamente que a primeira vez que li foi em um inverno bem chuvoso por aqui (recordo do vento batendo na janela), mas porque o próprio livro tem uma atmosfera bem fria. 

O tipo de livro de suspense policial que vai gerando uma tensão gradativa cada vez maior, e tem um dos melhores clímax da história da literatura. Sério, tanto indico o livro, que é um espetáculo, como indico a minissérie, que infelizmente não encontrei em nenhum serviço de Streaming e tive que baixar na internet. 

Sério, leiam esse livro e vejam essa série! 

O livro você pode encontrar AQUI




Os homens que não amavam as mulheres



os homens que não amavam as mulheres
Sinopse: O jornalista Mikael Blomkvist acaba de ser condenado e sentenciado a três meses de prisão por difamar um poderoso financista. Recebe então uma proposta intrigante: o grande industrial Henrik Vanger quer contratá-lo para escrever a biografia de sua conturbada família. Mas, sobretuto, Vanger quer que Mikael investigue o sumiço de sua sobrinha Harriet, desaparecida sem deixar vestígios há quase quarenta anos. Henrik também se dispõe a salvar a 'Millennium', revista capitaneada por Mikael, e que se encontra em risco de falência. De início contrariado, o jornalista acaba aceitando a tarefa.

Harriet desapareceu quando sua família se reunia para um encontro em uma ilha. Inteligente e sensível, a moça era a favorita de Henrik. Suspeitos não faltam, pois, se todas as famílias tem esqueletos no armário, o clã Vanger parece dispor de um cemitério inteiro. Em sua busca febril, Mikael recebe a ajuda de uma jovem e genial hacker, Lisbeth Salander, cuja magreza anoréxica só é comparável à fúria silenciosa que nutre contra a sociedade. Mas, como Mikael logo compreende, se alguém esconde um segredo torpe, é certo que Lisbeth irá descobri-lo. E, de fato, pouco a pouco, o jornalista e sua improvável parceira desvendam um verdadeiro circo de horrores.
'Os homens que não amavam as mulheres' não é apenas um do mais comentados romances policiais dos últimos anos, tendo tomado de assalto a lista dos mais vendidos dos países onde foi publicado. É uma obra de dimensões oceânicas, que se desdobra pelos mais diversos aspectos da vida moderna - os crimes de colarinho branco, a responsabilidade do jornalismo econômico com a ciranda financeira, o fenômeno da internet e da invasão de privacidade, o ódio contra as minorias. Por isso, além de seduzir com seu intrincado mistério, fornece ainda uma reflexão ética sobre a sociedade atual, sobre os segredos de cada um e a responsabilidade de todos.
Não é segredo para ninguém o quanto idolatro Stieg Larsson. Sou completamente maluca pela série Millennium e tenho Lisbeth como uma das minhas protagonistas femininas prediletas de toda a vida. 

Comecei a conhecer a histórias de Larsson pelo lugar errado, com um filme feito para Os Homens que não amavam as mulheres em norueguês. Claro que fiquei encantada e fui correndo ler os livros, pelo menos os três primeiros da trilogia, que devo admitir são sublimes! 

Depois veio o filme americano e a história se popularizou, o que de fato ela merecia. O livro tem todo um clima de investigação incrível em um inverno rigoroso. Sempre que penso em neve, me vem a cabeça a imagem desse livro. Em como o clima frio existe até na família Vanger. 

Eu indico essa história de olhos fechados e sem medo de errar! 

Você pode encontrar esse livro AQUI

Guerra dos Tronos



guerra dos tronos


Sinopse: Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda a sua família. Quem vencerá a guerra dos tronos?



Se você ainda não conhece nem os livros nem a série de Game of Thrones, não sei em que diabos de planeta vive, porque certamente não é esse. 

O livro já começa te jogando em um puta ambiente frio, que além de ser frio por de fato ser climatologicamente insuportável, te apresenta aos Vagantes Brancos, tipo uns zumbis do gelo pra lá de bizarros. 

Do Além da Muralha, lugar onde começa o livro, a gente vem conhecer Winterfell e meus amados Starks, pessoas preciosas que você vai querer como amigos para o resto da vida.  

E tudo nesses livros gira em torno de acontecimentos nessa família, e nas famílias que por algum motivo são conectadas a ela. Na verdade, quando se trata de Guerra dos Tronos, tudo é um amaranhado confuso e maravilhoso. 

E nem preciso comentar o deleite que é a série (tirando a última temporada que é uma completa porcaria). Então sugiro que leia os livros e vá intercalando com as temporadas da série. 


Você encontra o livro AQUI




Nada a perder


nada a perder



Sinopse: Derek Ouelette costumava ser alguém. Promessa do hóquei, ele agora nada mais é do que a sombra do ídolo que um dia poderia ter sido. Um bêbado, sacana, violento, leva uma vida esquecida por todos em uma vila esquecida por todos. Um dia, no entanto, algo invade sua história e o coloca diante de uma escolha impossível. Uma escolha que só pode ser feita por um homem que não tem nada a perder.







Jeff Lemire é um grandão quando o assunto são HQ's, e eu pude notar o motivo depois de ler Nada a Perder. 

Tudo nessa HQ foi bolado para te causar desconforto. O clima frio, o temperamento do personagens, a coadjuvante que aparece precisando de ajuda, as cores retratadas nas imagens do presente do protagonista. O conjunto da obra de Nada a Perder é simplesmente fabuloso! Foi feito para inquietar e deixar uma pequena fagulha de tristeza, o que acontece sem esforço. 

Quando se trata de inverno, essa é a HQ que indico! 

Você pode encontrar AQUI



Melhores séries do Amazon Prime


Hello, people!!

Quem ai curte sentar em um cantinho gostoso para ver série? Duas mãos levantadas para mim! E sendo bem sincera, eu gosto de ver série até no banheiro, ou lavando louça. Sou completamente apaixonada por séries! Demoro a começar alguma, mas quando começo dificilmente paro. 

Aqui em casa nós temos três serviços de streaming. A Netflix, o Prime e o Globoplay. O primeiro é mais usado pelas crianças, o segundo por mim  e o terceiro por minha mãe. Acho que se analisar o conjunto das obras, eu acabo pendendo para o Prime quando o assunto são séries. Eles estão realmente de parabéns com o que andam produzindo, e por aquele preço bacana (9,99) que é muito útil para mim, pelo frete grátis do site da Amazon, acaba saindo a custo de banana e com um conteúdo excelente!

Hoje eu trago uma lista com cinco séries do Prime que tomaram meu coração desde o primeiro instante, pelos motivos mais diversos. Vamos conferir?


The Boys te fisga logo no início pela ideia que a série propõe, e que é uma ideia usada por Brandon Sanderson em Coração de Aço, por Marisa Meyer em Renegados, pela animação Os Incríveis e também vi em um dos filmes da Marvel (não vou lembrar qual). A de que um herói pode ser um vilão na mesma proporção, e que as pessoas acabam encarando com naturalidade os atos impróprios que eles cometem pela dívida de gratidão pelos atos bons. É aquela coisa de pensar se um ato heroico anula um ato de vilandade. 

Sempre gostei dessa construção de dualidade do ser humano, mesmos os que supostamente tem poderes. Esses heróis muito perfeitos tipo o Super Homem não existem, então dou o braço a torcer quando vejo uma produção que escancara os erros dessas pessoas, e The Boys faz isso com louvor e logo no início. 

Se vocês gostam dessa ideia, invista em The Boys. 


Carnival Row é para quem curte fantasia. 
Aqui temos o mundo dos humanos se mesclando com os de seres sobrenaturais. Lobisomens, fadas e afins. E tudo envolto em uma série de investigação de crimes. Ou seja, fantasia e suspense caminhando lado a lado. 

Eu amo o elenco e o visual dessa série! Também curto muito o roteiro dela, como os fatos não são jogados aleatoriamente em Carnival Row. Como é difícil esse conceito de amantes viverem em lados opostos de uma mesma guerra e se amarem mesmo assim. Aquela coisa do Romeu e Julieta que a gente ama. 

A série tem um ritmo mais lento, mas depois que a gente engrena, só acaba quando ela chega ao fim. 

Então essa eu indico para os amantes de fantasia. 



Ahh, o humor inglês! Muitos, eternos corações para ele! 

Em Good Omens a gente tem a briga do bem e do mal pela visão de um anjo e de um demônio que eventualmente acabam virando amigos em busca de um mesmo propósito, e uma amizade ultra bizarra! 

Os atores que interpretam os dois são excelentes e eles desempenham os papeis com louvor. A gente se apega aos dois, mesmo com as maldades lavadas do demônio e as eventuais do anjo, e o mesmo funciona para as coisas boas porque ambos acabam se mostrando até que um pouco humanos quando nos faz pensar que mesmo anjos são capazes de serem egoístas e que demônios vez ou outra acertam no grau de moralidade com as pessoas. 

E o humor dessa série é genial! Entre piadas com cara de piadas e bem boladas, até os intertextos nas coisas mais sérias que acabam virando piadas também, e daquelas muito inteligentes. 

Essa série é um deleite! Sério, vejam!


Contos do Loop é aquele tipo de série para aquecer o coração. Uma ficção científica existencialista que não tem  em sua proposta tiros e bombas dos grandes nomes no gênero, mas mostra histórias das pessoas da cidade e como elas são afetadas por um evento X. 

A série é lenta, como disse não esta em sua espinha ser algo que nos agite, mas que nos acalme de uma maneira introspectiva e reflexiva. Que nos coloca no lugar do próximo aos sentimentos  e sensações. 

Pode ser que você acabe se apegando a um personagem em específico, ou a nenhum deles, porque Contos do Loop é uma coisa abrangente que não te limita a torcer por uma única pessoa. 

É um série inteligente e incrível! Recomendo com força!


Minha paixão! 

Vou viver mil vidas, e sempre elogiarei essa série. Ela é simplesmente espetacular! 

Comecei sem esperar muito dela. Uma série sobre caçadores de nazistas? A ideia era legal, mas histórias sobre nazistas e judeus passam longe de serem inéditas. Então fui, mas sem muita expectativa. 

Resultado? Levei um chute no estômago atrás do outro com ela. Cada episódio eu acabava arrepiada,  confusa, e em êxtase. A série tem personagens incríveis, variações de sentimentos no espectador que são altamente oscilantes e o enredo é... puta merda! Que coisa genial! 

Lembro com muita clareza de certas cenas e diálogos. Aliás, os diálogos são um verdadeiro primor! Não há nada nessa série que deixa de ser incrível. Do enredo, as roupas, a música, as sensações... Sério, vou viver para sempre e nunca será suficiente meus elogios para ela. 

Maravilhosa! Espetacular! Sublime! E coloque todos os adjetivos bons do mundo para essa coisa incrível que é Hunters! 

E eu, que sempre fui sensível a tudo o que os judeus viveram, me senti uma dentro de Hunters. Pela primeira vez na minha vida, me coloquei no papel deles. 

Sério, assistam isso! 

Instagram: @caroltelesbispo


E então, já assistiram alguma delas? Não? Estão esperando o que, gente? Simbora assistir!

Para quem não tem o acesso do Prime, clica AQUI e vai lá conhecer mais detalhes.


Dark e porque somos todos um erro na Matrix



E Dark chega ao fim! 

Corações moídos de uma saudade que temporada extra nenhuma poderia dar, porque não foi só o fim de uma série, mas de mundos. 

Não há muito o que se possa falar de Dark sem acontecer de dar spoilers anteriores, ou acabar soltando algo dessa temporada em específico, então se você chegou aqui no escuro sobre a série, sugiro que vá assistir e depois venha conversar comigo. Acredite que ver Dark é uma experiência de vida, e ela vai modificar você. 

Lá na primeira temporada a gente começa vendo um homem se enforcando, e as consequências para a família dele meses depois desse suicídio. Anos depois. Décadas antes e depois. 

Logo em seguida somos apresentados ao que vão ser os núcleos principais da série. As famílias dessa cidade que estão tão enroladas umas nas outras, que talvez elas nem tenham noção disso. Kahnwald, Nielsen, Tiedmann e Doppler, e todos os agregados que se encorporam nessas quatro famílias. 

A primeira temporada tem o foco no desaparecimento de algumas crianças na cidade de Winden, no interior da Alemanha. E não é mistério para ninguém que ela trabalha com viagem no tempo. Então como vamos do desaparecimento dessa gurizada, para a viagem no tempo em si, é a mágica da atmosfera de Dark nesse começo. 

Devo salientar que essa não é uma simples história sobre viagem no tempo. É uma história sobre como a física trabalha ativamente em nossas vidas, e não estou falando apenas de um professor recitando fórmulas por anos na escola. Estamos falando de quem somos, de onde viemos e o que nossa matéria seria capaz (ou não) de fazer com conhecimentos extras. E, além disso, como a física e a filosofia são interligadas em um nó intricado e indissociável.



Pode não parecer que eu esteja falando sobre uma série que deveria distrair nossa cabeça. Acredite, Dark faz muitas coisas, mas a última delas é nos fazer relaxar. A ideia nunca foi essa. Com paradoxos em cima de paradoxos e coisas que nossa mente limitada é incapaz de entender, a série cria uma teia singular e estratégica de embaralhamento de ideias que mesmo que nossa mente não compreenda, elas existem. Não é porque deixamos de entender certas coisas, que elas são impossíveis. E isso é a máxima dessa preciosidade. Quer absorver? Então jamais de limite! Não há ponto final em se tratando do que somos incapazes de compreender. 

A segunda temporada vem como uma ponte para ligar o que conhecemos lá na primeira, os moradores de Winden absurdamente humanos com falhas horríveis, ao final, com as pessoas continuando a cometer as mesmas falhas e erros.

 Se uma coisa eu aprendi com Dark, foi que ainda que vivêssemos em um eterno looping de possibilidades, os erros iriam se reprisar porque somos os mesmos, e repetimos as mesma merdas consecutivamente, já que elas fazem parte de quem somos. 

Não recomendo que desperdice sua sabedoria saltando episódios, achando que eles são maçantes e cansativos. Já disse que a proposta de Dark não é te entreter, mas abrir sua mente e te ensinar a impossibilidade do impossível. Por isso tenha calma, veja com parcimônia e absorva. Pense e reflita sobre cada coisa que você vê aqui. Não é um quebra cabeça difícil, pelo contrário, mas é engraçado como as coisas mais claras, são as que temos tanta dificuldade de compreender. 


Um cenário escuro e depressivo. Um clima tenebroso. Cores sempre frias, tirando o amarelo saturado que acompanha a esperança existente no protagonista. Seja quando ele é Jonas e ainda achava que podia mudar as coisas, ou quando a cor da esperança passa para Martha, ela também achando que isso era capaz. Quando a cor some de ambos, é que eles entendem que não há muito o que se fazer além de seguir com a maré, e é quando a gente também entende que já era. A cor aparece no personagem mais improvável, um relojoeiro que no final das contas era a resposta de tudo o que havia de dark naqueles mundos. 

Devo salientar a primorosidade com que os atores interpretam seus papeis. Como eles tem facilidade de dizer em um olhar simples quando estão com raiva, tristes, felizes, amargurados. Como sentimentos bons são raros aqui e acompanham luzes amareladas, e como os ruins são persistentes e impossíveis de serem isolados. Nenhum psicólogo no mundo daria jeito nessas famílias! 

Não sei se os atores de fato eram bons demais, ou entenderam um roteiro que entregava nos gestos mais do que as palavras, mas eles souberam fazer a coisa funcionar em todos os núcleos, de todos os muitos tempos que eram apresentados, e em todos os mundos existentes. Ou seja, mesmo que a confusão se instale na cabeça quando a gente tenta entender quem é quem e quem fez o que, é indispensável que a gente enxergue que eles entregaram tudo o que podiam. Que os atores passaram a ser os Nielsen, Doppler, Tiedmann e Kahnwald. 




A série cansa. Cansa a cabeça para tentar compreender as tantas associações que o roteiro faz. Cansa porque somos muito limitados a entender conceitos que na maioria das vezes são de fatos só conceitos, e nem todo mundo está preparado para pensar sobre gatos de Schrödinger e como isso é tão filosófico ao mesmo tempo que é físico. Sobre como de "pode ser?" para "pode ser!" é só uma questão de pontuação e semântica. 

Tem uma frase muito conhecida de Hamlet que levo para a vida e replico aos meus filhos. "Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que sonha nossa vã filosofia". Acredito na realidade disso, acredito que tem coisas que sempre estarão no patamar da imaginação durante nossa geração. Mas também acredito que foi da imaginação de pessoas em gerações anteriores as nossas que vieram coisas como aviões e computadores. E que jamais devemos limitar e usar palavras como nunca e impossível


Deixo Dark com saudade, mas não com tristeza. A série fez o que muitas não tiveram coragem de fazer: finalizou em um único raciocínio sem encher linguiça para ganhar dinheiro e agradar os fãs. Ela tinha um propósito, ela cumpriu um propósito. E tudo o que ficou em aberto quando falamos de Dark, deixa de importar com a o ultimo plot que a história deu. Ela se resolveu. Finalizou com louvor e manteve a ideia da viagem no tempo sem quebras ou distúrbios no espectador. Ainda é confuso? Claro, caramba, estamos falando de viagem no tempo e efeitos borboleta e coisas do tipo. Mas ainda assim, ela abriu sua cabeça, e se ela conseguiu isso, dane-se todo o resto! 

O que seria da vida vivendo apenas sobre esteiras de tempo regrado e modo consistente? Temos que pular de pontes. Abrir portas. Conhecer mundos e pensar sempre no "e se..." 

Isso é Dark. E nós, somos todos um erro na Matrix.